Home Data de criação : 09/12/02 Última atualização : 11/10/19 01:48 / 10 Artigos publicados

Um dia agente lembra que se esqueceu  escrito em sexta 12 fevereiro 2010 01:44

Blog de reconstrucaohumana :Reconstrução Humana, Um dia agente lembra que se esqueceu

Quem em algum momento de sua vida não se questionou sobre as semelhanças e diferenças que temos para com aqueles que nos geraram.

Semelhança esta almejada ou não.

O espanto surge quando percebemos que esquecemos daquilo que nos ensinaram.

Da cautela com que nos observavam quando nos encorajavam a seguir em frente

Da aflição sentida quando nós é quem não sentíamos segurança naquilo que fazíamos e , pior, na queda quando um passo em falso era dado.

No descontrole quando éramos injustiçados e ofendidos...

Talvez por sequência natural de vida de todo ser humano, uma hora agente esquece tudo aquilo que eles nos ensinaram e estabelecemos nossas próprias prioridades , nossas próprias metas e nossa própria filosofia de vida.

Esquece a generosidade, o altruísmo e bons modos cotidianos;

Esquece de ser presente quando se tratando de amigos e família;

Esquece como é bom brincar, como é bom visitar os avós, como é importante respeitar os animais.

Num momento não muito distante de introspecção, reestabelece-se um padrão antiquado de vida. Agente percebe que está assustadoramente à um passo da caricatura daqueles que nos criaram! E que não é uma questão de ecolha, é uma espécie de ligação nata que fazemos  a partir do momento em que fomos criados, e que nos leva hereditáriamente à uma caracteristica nada autentica de pai e mãe.

Assim vivemos até o momento que nossos filhos lembrem-se que se esqueceram do que nós ensinamos e repassem aos seus filhos o que foi ensinado por nossos pais.

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Bastardos Inglórios  escrito em quinta 07 janeiro 2010 03:28

Blog de reconstrucaohumana :Reconstrução Humana, Bastardos Inglórios

Fazia muito tempo que não assistia à um filme tão bem elaborado, com um enredo contemporâneo e fiel do então neonazismo, onde personagens, coesão de fatos e comicidade se fazem presentes com tamanho explendor. Durante o filme inteiro sentia a ira presente, ira esta sentida ao visualizar a magnitude de tais atos desumanos, decerebrados e , acima de tudo, "imperialisticamente preconceituosos", de modo a me despertar para a realdade do mundo. O climax do filme se faz no desfecho. Merece sem sombra de dúvidas ser assistido.

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Por que as pessoas sofrem?  escrito em terça 29 dezembro 2009 01:31

 

     Vó, por que as pessoas sofrem?
     — Como é, minha neta?
     — Por que as pessoas grandes vivem bravas, irritadas, sempre preocupadas com alguma coisa?
     — Bem, minha filha, muitas vezes porque elas foram ensinadas a viver assim.
     —Vó...
     —Oi...
     — Como é que as pessoas podem ser ensinadas a viver mal? Não consigo entender. Na minha escola a professora só me ensina coisas boas.
     — É que elas não percebem que foram convencidas a ser infelizes, e não conseguem mudar o que as torna assim. Você não está entendendo, não é, meu amor?
     —Não, Vovó.
     — Você lembra da ''estorinha'' do Patinho Feio?
     — Lembro.
     — Então... o Patinho se considerava feio porque era diferente. Isso o deixava muito infeliz e perturbado. Tão infeliz, que um dia resolveu ir embora e viver sozinho. Só que o lago que ele procurou para nadar havia congelado e estava muito frio. Quando ele olhou para o seu reflexo no lago, percebeu que ele era, na verdade, um maravilhoso cisne. E, assim, se juntou aos seus iguais e viveu feliz para sempre.
     — O que isso tem a ver com a tristeza das pessoas?
     — Bem, quando nascemos, somos separados de nossa Natureza-cisne. Ficamos, como patinhos, tentando aceitar o que os outros dizem que está certo. Então, passamos muito tempo tentando virar patos.
     — É por isso que as pessoas grandes estão sempre irritadas?
     — É por isso! Viu como você é esperta?
     — Então, é só a gente perceber que é cisne que tudo dará certo?
     — Na verdade, minha filha, encontrar o nosso verdadeiro espelho não é tão fácil assim. Você lembra o que o cisnezinho precisava fazer para poder se enxergar?
     —O que?
     — Ele primeiro precisou parar de tentar ser um pato. Isso significa parar de tentar ser quem a gente não é. Depois, ele aceitou ficar um tempo sozinho para se encontrar.
     — Por isso ele passou muito frio, não é, vovó?
     — Passou frio, fome e ficou sozinho no inverno.
     — É por isso que o papai anda tão sozinho e bravo?
     — Não entendi, minha filha?
     — Meu pai está sempre bravo, sempre quieto com a música e a televisão dele. Outro dia ele estava chorando no banheiro...
     — Vó, o papai é um cisne que pensa que é um pato?
     — Todos nós somos, querida. Em parte.
     — Ele vai descobrir quem ele é de verdade?
     — Vai, minha filha, vai. Mas, quando estamos no inverno, não podemos desistir, nem esperar que o espelho venha até nós. Temos que exercer a humildade e procurar ajuda até encontrarmos.
     — E aí viramos cisnes?
     — Nós já somos cisnes. Apenas temos que deixar que o cisne venha para fora e tenha espaço para viver e para se manifestar.
     — Aonde você vai?
     — Vou contar para o papai o cisne bonito que ele é!
     A boa vovó apenas sorriu a neta.
    
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Minha insanidade existencial da solidão  escrito em terça 29 dezembro 2009 01:27

Blog de reconstrucaohumana :Reconstrução Humana, Minha insanidade existencial da solidão

Pode ser que seja verdade quando nos dizem que a vida nos prega peças traiçoeiras.Um exemplo disso é a solidão, a qual nos deparamos quando estamos sozinhos (obviamente). Mas será que a sentimos somente quando estamos sozinhos? Ou será que nos sentimos sozinhos por que nos sentimos sozinhos e não por estarmos sozinhos por final? Será que a solidão é essa criatura mascarada e já formulada do " ser sozinho", ou do ser sozinho tido como o nada? O nada tido como o nada com ele mesmo? Não sei se a solidão é esse sentimento ruim de armargura e  de aperto do coração, simples e sem fundamentos. O que tenho por solidão  é essa falta de si mesmo, que nos leva à tristeza profunda por não sabermos o que somos, o que queremos  e , principalmente, a não compreensão do porquê de estarmos tão insatisfeitos com aquilo que temos. Ou pior: A solidão pode ser tudo isso mais a carga de culpa da ciência de insignificância adcionado ao fato de  sermos indiscutivelmente indecifráveis. As não respostas nos levam à solidão. Estar sozinho nos leva à solidão. Não saber "o caminho" nos leva a solidão. Não saber pra onde nos leva o caminho... nos leva a solidão. O choro e o riso são manifestações simples do nosso ser interior.  O que dizer então da ausência de ambos quando se tem esse sentimento tão aprofundado e ao mesmo tempo tão nu de si? 

Creio que não exista uma fórmula exata para medir nossos sentimentos e as pessoas. Não sei se a solidão que digo sentir me atinge somente, sei que não a desejo para ninguem. E ao mesmo tempo que não a cultivo, a almejo. Sim, preciso de ti solidão... parte de mim é você . Parte do que não sou tambem é você. Esse apertar , essa falta de algo ... me entristece... mas já faz parte de mim.

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Alucinação - Belchior  escrito em domingo 27 dezembro 2009 17:30

Eu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia
Nem no algo mais
Nem em tinta pro meu rosto
Ou oba oba, ou melodia
Para acompanhar bocejos
Sonhos matinais...

Eu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Nem nessas coisas do oriente
Romances astrais
A minha alucinação
É suportar o dia-a-dia
E meu delírio
É a experiência
Com coisas reais...

Um preto, um pobre
Uma estudante
Uma mulher sozinha
Blue jeans e motocicletas
Pessoas cinzas normais
Garotas dentro da noite
Revólver: cheira cachorro
Os humilhados do parque
Com os seus jornais...

Carneiros, mesa, trabalho
Meu corpo que cai
Do oitavo andar
E a solidão das pessoas
Dessas capitais
A violência da noite
O movimento do tráfego
Um rapaz delicado e alegre
Que canta e requebra
É demais!...

Cravos, espinhas no rosto
Rock, Hot Dog
"Play it cool, Baby"
Doze Jovens Coloridos
Dois Policiais
Cumprindo o seu duro dever
E defendendo o seu amor
E nossa vida
Cumprindo o seu duro dever
E defendendo o seu amor
E nossa vida...

Mas eu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia
Nem no algo mais
Longe o profeta do terror
Que a laranja mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas
Me interessa mais
Amar e mudar as coisas
Amar e mudar as coisas
Me interessa mais...

Um preto, um pobre
Uma estudante
Uma mulher sozinha
Blue jeans e motocicletas
Pessoas cinzas normais
Garotas dentro da noite
Revólver: cheira cachorro
Os humilhados do parque
Com os seus jornais...

Carneiros, mesa, trabalho
Meu corpo que cai
Do oitavo andar
E a solidão das pessoas
Dessas capitais
A violência da noite
O movimento do tráfego
Um rapaz delicado e alegre
Que canta e requebra
É demais!...

Cravos, espinhas no rosto
Rock, Hot Dog
"Play it cool, Baby"
Doze Jovens Coloridos
Dois Policiais
Cumprindo o seu duro dever
E defendendo o seu amor
E nossa vida
Cumprindo o seu duro dever
E defendendo o seu amor
E nossa vida...

Mas eu não estou interessado
Em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia
Nem no algo mais
Longe o profeta do terror
Que a laranja mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas
Me interessa mais
Amar e mudar as coisas
Amar e mudar as coisas
Me interessa mais...

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